Se o meu quarto sempre é  o mesmo, a página do livro que leio é diferente.

Se o meu quarto sempre é o mesmo, a página do livro que leio é diferente.

No meu quarto que é uma maravilhosa, o maior e o melhor quarto do mundo, leio Mario Quintana. Eu gosto da figura.  Das figuras. Do figura do poeta gaúcho e da figura de linguagem. O autor pela obra. Mas falo agora do meu quarto.  Sinto-me maravilhosamente bem quando estou nele. No quarto eu me entrego por inteiro ao descanso e a  leitura. E aos filmes também. Vejo o tempo passar pela janela do meu quarto. Ele não tem pressa de envelhecer. Também estou assim. Quintana, poeticamente,poética amando disse que quando abria a cada manhã a janela do seu quarto era com se abrisse o mesmo livro numa página nova.  Belo. Belíssimo. Hoje, manhãzinha, logo cedo, percebi que  a página do livro que encontrei aberto dentro do meu quarto estava em branco. O que nela escreverei?

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