SEMPRE TEREMOS PARIS…

SEMPRE TEREMOS PARIS…

Tenho adiado  minha visita à Cidade Luz. É chique, não? Nada disso. Paris não é uma obsessão. Vou – nada de irei – a Paris assim como neste ano, Deus há de querer, visitarei mais uma vez a Pauliceia Desvairada, agora lugar comum. Só um problema: avião.

Não é o medo de avião  sem ter alguém ao meu lado para segurar a minha mão e eu a dela. Isto mesmo, dela. O problema é essa coisa de nome feio chamada “claustrofobia”. Não é pavor, como um dos meus dois leitores pode pensar. Medo apenas. Agora fobia é outra coisa. Agorafobia.

Mas não estou só nesse avião. Assim, como este escriba que não gosta de lugares fechados, outros famosos como Kim Bassinger e o saudoso Dominguinhos, esse que confessou ter calafrios, cólicas intestinais, insônia e costumava aplaudir cada aterrissagem, também estão nessa viagem.

Rubem Braga, o nosso cronista-mor, soube muito bem aliviar a barra para os claustrófobos renitentes: uma invenção que é mais pesada que o ar e se move com motor de explosão deve – nada de pode, “deve” – causar medo a todo sujeito normal. Eu sou normal.

Mas, domingo de sol e belo e ultimo domingo do mês de janeiro, livre, leve e solto, não vai ser essa palavra feia que evitará que em breve, muito em breve, breve mesmo, eu chegue a nossa Paris!

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