SHAKESPEARE: UM EX-CROTO GENIAL!

SHAKESPEARE: UM EX-CROTO GENIAL!

Leio Shakespeare. O que leio? Ora, os de sempre. Agora é Hamlet. Mais uma vez. Shakespeare, para os nossos tempos, esses principalmente, morreu muito cedo. Cinquenta e dois anos. Apenas. Seria coincidência? Morreu no mesmo dia em que morreu o grande Miguel de Cervantes. 23 de abril de 1616. Se faz tempo? muito.

Shakespeare é considerado por muitos o maior escritor da história de todos os escritores do mundo. Seria mesmo?  Tenho certeza que muitos não acham. Os que acham, por sua vez, dizem que  esse “nao achar”  se deve ao fato de não conhecer a obra de Shakespeare.

O pai de Shakespeare, um fabricante de luvas, era um ex-croto, como, pelo lado dele, Shakespeare também foi. Vivia com problemas com a Lei. Vendia as suas luvas e deixava muito nego na mão. Usava o mercado negro para o seu comércio.

Incrível. Já existia naquele tempo o “cargo” de vereador. O pai dele foi um. Mas, ex-croto, como falei aí, até mesmo o brasão da família foi rejeitado pela “Congregação dos Autos”. Mais tarde, porém, apesar de também  ex-croto, mas genial, o filho teve o sucesso em que o seu – dele – pai falhou.

“The Bard” casou muito novo. Aos 25 anos. Por quê ? Ele não queria. Mas a “namorada” estava grávida. E como vocês podem ver, não era muito diferente do que ocorria por aqui alguns anos atrás.

O mais interessante no Shakespeare, esse um fato discutido como se fosse a coisa mais importante desta vida, foi o seu sumiço por longos e questionados sete anos. Dizem, mas não provam, que ele passou esse tempo “escondido”,  trabalhando como jardineiro, cocheiro, marinheiro, tipógrafo ou… agiota.  Isso mesmo.  oO “gênio” gostava de uma agiotagem. Um ex-croto mesmo como cidadão.

 Ah, mas dizem também que  ele “inventou”, nesses sete anos que ninguém sabe direito, de ser monge franciscano. Ele, finalmente, apareceu, descrito por um colega como um sujeito arrogante, “um corvo, embelezado com as nossas penas”. Isto é, com as penas lá deles.

Ufa! Depois eu conto mais. Hoje, segunda-feira, ando pensativo. Ensimesmado. Recolhido. Mas não vou desaparecer por sete anos. Nem por um. Menos que isso. Não desapareço. Nunca. O espelho, esse que agora tenho ao meu lado, reflete isso. Volto depois.

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