Sou um heroi para Zumba, e ele o meu lado cão!

Sou um heroi para Zumba, e ele o meu lado cão!

Todo dia ele faz tudo sempre igual. Zumba!  Falo dele, o  meu cachorro. Todo dia, faça sol ou chuva, ele me recebe como se eu fosse o seu – dele – herói. Sinto nos seus olhos.  Pausa. Ele nos meus.

Bem ou mal, não raras vezes feliz, às  vezes é o próprio zumba quem não me deixa ficar triste. Uma tristeza que não sei por que.  O porquê. Mas, afinal, Zumba sabe disso e eu também. Ser triste algumas vezes até que faz bem. No entanto, zumba, o meu cachorro, mesmo que não demonstre, pois é somente alegria em pulos e olhares e latidos, está sempre alegre.

Lá vem Zumba somente alegria quando em casa chego! Faz-me sentir um herói! Não um herói  tipo que mata Minotauro e Medusa usando um apenas um espelho. Esse sem refletir. Não sou um herói, por exemplo, do tamanho do Nelson Ned que com apenas um soco é capaz  derruba o gigante Tyson Fury, atual campeão mundial de pesos-pesados.  

Considero-me um heroi tipo aquele que educou os filhos; sabe criar muito bem cuidar um cachorro; fazer do seu quintal um pomar, sitio de sua infância; levou os filhos para assistirem a espetáculos de circo, praias, campos, shoppings e, vez em quando, brincou com eles como se criança também fosse.  Esse é o herói que acho ser.  O heroi que tenho a certeza ser esse o  recebido por Zumba. Um herói que nunca nesta vida cometeu um ato para se envergonhar dele mais tarde.

Hoje, mais uma vez, cheguei todo herói para o meu cachorro. Se tenho algum problema, Zumba não está nem aí. Tem mais: o que ele, Zumba, tem a ver com os problemas desse seu herói? Nada. Pausa. Talvez ele não saiba. Acho que não. Mas, por me ver asism, herói em carne e osso  com mil problemas e mais ainda soluções, Zumba também é pra mim um herói a sua maneira canina. Um herói de bom quilate. Zumba, acredito ainda, mesmo não tendo vocação para santo é o meu lado cão. Viva Zumba! Viva muito. Ele merece. Eu também.

Ah, não poderia terminar estas mal-traçadas sem lembrar o poeta cearense Francisco de Carvalho, autor de um belo poema intitulado “Herói”, citado por outro poeta, esse nosso, o bom caráter e excelente crítico Hildeberto Barbosa Filho, em seu livro de crônicas  “Vou por aí”:

(…) – Heroi não é o aventureiro que fez xixi na lua.// – Heroi é o que vai todas as tardes à padaria /mais próxima buscar o pão ainda morno/ para testemunhar o mistério da vida”.

Belo ou não? Belíssimo!

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