Sua Excelência Cantinflas!

 Quem não se lembra de Cantinflas, o humorista mexicano de bigodinho separado, um pedaço em cada lado do lábio superior ? E quantos não são os muitos – esses mais velhos – que sabem também que Mario Morena é o criador de Cantinflas?

Pois é , mas acredito ainda que muitos não sabiam que esse mesmo “humorista”, sem perder o bom humor, pois assim seria apenas o Mario Moreno, tentou por quatro vezes ser presidente do México, o pobre país seu ?

No caso, porém, mesmo sendo os dois, o povo não soube separá-lo no momento em que mais dele – acredito -, do pensador e político, o Mario Moreno, precisava. O México dos lendários Pancho Villa e Emiliano Zapata!

O discurso é ficção. Pausa. Eu disse ficção?! Disse, mas não parece. Nunca se ouviu um discurso tão verdadeiro. A ficção “Su Excelencia” nunca foi tão verdadeira. Emocionante. Sem perder o bom humor, os gestos típicos do famoso e saudoso Cantinflas, sua melhor criação, o ator nos dá uma lição de… Humanidade!

 O discurso é longo. Mas, considerando a beleza e a interpretação do ator, chega-se ao seu final com aquele desejo de “quero mais”. Em alguns momentos, guardadas as proporções, nos leva mesmo a lembrar aquele outro discurso famoso e proferido, talvez, pelo criador do mais poético personagem do cinema – Carlitos –, Charles Chaplin, no seu imortal “O Grande Ditador”.

 Se ouvi mais de uma vez? Porque negar? E ouvirei outras. São palavras apenas? Tudo bem. Mas a palavra, disseram um dia, também tem poder. Se os livros não podem mudar o mundo, podem mudar as pessoas. E essas pessoas mudadas pelos livros, podem mudar o mundo! Só um pedido: escutem até o final. Ah, vale a pena começar de novo!

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