UFA! STAND BY ME ? E COMO FICOU, BEN E. KING!

Eu menino-jaguaribe sonhava aprender inglês para cantar como aquele negro de voz bonita e afinada. “Stand by me”. Fique comigo! Era o grito que ouvia por todo lugar em que andava. E andava muito nessa época! A imaginação voava alto como nunca!

Menino-jaguaribe e estudante de Escola Industrial, se a memória não me falha, vi/ouvi Celso, o meu ídolo do conjunto de rock que nasceu e viveu na Escola Industrial e nunca morreu, cantando “Stand by me”. Todos os meninos-estudantes daquela época ainda carregam o som do “sai de mim” (“beside me,” como bem lembrou o grande Ivan Santos) do cantor que só me lembra do “Roberto Carlos” de Pixote, o filme, não sei mesmo por que. Ah, Celso cantava esse “Stand By Me” como ninguém numa mais cantou!

“Agora, anos e anos depois, recebo a notícia que esse outro ídolo meu, o Ben E. King, logo eu que esperava que ele não morresse nunca trocou de roupa e foi morar noutra cidade. Mas não adianta: ele ficou comigo! Ficou com toda uma geração que viveu uma época em que ninguém chorava nem pedia para ficar com ele! Todos sabiam e sentiam que ele ficaria! E ficou: Stand by me” ?

Fico com a frase, finalzinho da lembrança, do Gary U. S. Bonds ao dar a notícia de sua “viagem”: “Com muito pesar, eu preciso dizer adeus a uma das almas mais doces, gentis e talentosas que eu tive o privilégio de conhecer e chamar de amigo por mais de 50 anos”.

Sei não… Mas era como se tivesse sido também um amigo meu. Pausa. E Foi…

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