discurso do meu grande ditador

não me lembro de quando assisti pela primeira vez ao “grande ditador” do Chaplin. faz tempo. não foi no cine Santo Antonio, Jaguaribe ou São José. não sei mesmo em que cinema ouvi o discurso do ditador pela primeira vez.  ouvi. assim mesmo.  pois na verdade pouco ou quase nada entendi. sorria. apenas. os trejeitos de Chaplin me levavam às gargalhadas. não via ali o Chaplin. via Carlito. por mais serio que ele estivesse, o Chaplin, era Carlito, o vagabundo tão bem cantado pelo poeta Drummond, quem eu via. não sentia em nenhum momento que estava ouvindo – sem entender – e quase sem vontade lendo aos pedaços, um dos mais belos discursos já escritos em defesa da humanidade.  em especial do homem. esse projeto de deus que não deu certo.  apenas sorria. gargalhava até. hoje, bem grandinho, perto de voltar à casa do pai, essa de onde acredito ter vindo, mesmo não acreditando em eternidade ou vida eterna, mas achando bonita a imagem e por isso escrevendo, escuto e leio o discurso do meu “ditador querido”.  fico por aqui. acho que o discurso é mais importante que todas as  mal-traçadas que eu possa aqui espalhar. todas falando da minha primeira vez. uma vez que assim como todas as primeiras, eu não poderia ter esquecido.

(Para o meu bom irmão Dapenha)

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