Um poema pela metade completa o olhar do artista
FOTO DE ANTONIO DAVID

Um poema pela metade completa o olhar do artista

Simples. Nenhuma surpresa no olhar. Duas palmeiras e uma cruz. Metade de ambos.  O olhar não quer nada mais que isso: a metade. Tudo é visto pela assim – pela metade. Uma visão dividida. Mas é assim que o artista deseja que o seu olhar seja visto: vendo tudo, mas desejando apenas a metade. A simplicidade. Nela resiste toda a arte do olhar. Imagino os muitos que viram por inteiro e não imaginaram que era na metade que residia a poesia do olhar. Não é o olhar que divide. A imaginação. Essa vai além. Nessa reside a imagem que o artista deseja ver. Se inteira ou apenas a metade. Não é olhar o divisor. É a mente. A imaginação. Nunca foi tão difícil ver apenas o que deseja a imaginação.  E assim foi visto: pela metade. Um poema inteiro por ser visto pela metade.

Em tempo: foto de Antonio David.

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