uma bela intepretação! teria feito até o chato do rui barbosa dançar

O CÊDÊ

Um pouco sobre o CD onde essa excelente intérprete (muito boa mesmo) infelizmente parece ter despontado para o anonimato.

Sem dúvidas, nesses tempos de Corona, foi uma as melhores coisas que ouvi. A moça canta e encanta. É de uma leveza que faz qualquer um querer acompanhá-la no seu voo. Isso: a voz e corpo voam. Duvido, pelo menos nessa antológica composição de Chiquinha Gonzaga e Machado Careca, encontrar quem consiga interpretar (e dançar, por que não?) melhor. É como costumava dizer um amigo que hoje não mora mais por aqui: uma viagem!

Ah, quase me esquecia. Rui Barbosa era um sujeito que sabia das coisas, mas tinha uma dificuldade da gota serena para mostrar que das coisas sabia. Um chato com e sem galocha. Sempre foi um sujeito cheio de problemas e contradições. Não evoluiu com o tempo. Tanto que zombou do grande – esse grande mesmo – sanitarista Oswaldo Cruz, quando no Governo de Rodrigues Alves, a Febre Amarela comendo todos os cariocas, uma praga assim como essa do Corona sacana, defendeu a obrigatoriedade da vacina contra a fera. Mas o importante é ouvir essa doce interprete. O Rui Barbosa que não escutou Oswaldo, não merece ser escutado (nem lido) por vocês. Sim, Lísia Condé nasceu 1973, na cidade de Rio Pomba (isso mesmo!), interior de Minas Gerais – 1berto de almeida

Lysia Condé apresenta em seu primeiro CD, onze composições que passeiam por diversos gêneros e épocas do cancioneiro popular, como o maxixe “Corta-Jaca”, de Chiquinha Gonzaga e Machado Careca, composta em 1895, e o choro “Flor Amorosa” de Joaquim Callado e Catullo da Paixão Cearense. Duas músicas de tradições orais, brasileira e hispano-americana, ganham interpretação da cantora, uma em espanhol, no acalanto “Duerme Negrito”, já gravado por Mercedes Sosa, e outra em português, na “A Lua Girou”, adaptada e gravada pela primeira vez no LP Geraes, de Milton Nascimento, em 1976.

O CD conta com participação especial de Miltinho (MPB4) na faixa “Enigma”, fado de autoria dele com Magro. Ganham também registro as composições “A Vida do Rio”, das paulistas Simone Guimarães e Virgínia Amaral e “Mais de Um”, fruto da parceria de 1981 de Eduardo Gudin com o carioca Cacaso. Dominguinhos e Anastácia estão representados na voz da intérprete com “Contrato de Separação”.

Há no CD três músicas de compositores potiguares, uma delas inédita, resultado da colaboração de artistas da cena musical de Natal, onde a cantora atua. São elas, “Ana Bandolim”, de Tico da Costa, “É Brincadeira”, de João Salinas e Carlos Newton Junior e “Primeiro Olhar”, de Sérgio Farias e Cristina Saraiva.

Produzido e arranjado pelo músico Sérgio Farias, o disco apresenta sonoridade delicada, com arranjos concebidos de forma a valorizar a poesia e expressividade das canções e o timbre doce e suave da cantora. A formação instrumental do disco, gravado de forma acústica e quase todo ao vivo, se assemelha ao formato de música de câmara, com dois violões (Sérgio Farias e Jow Ferreira), baixo acústico (Airton Guimarães) e percussão (Sami Tarik), além de participações de flauta (Carlos Zens), acordeom (Zé Hilton), bandolim (Sérgio Farias) e bateria (Di Steffano).

O CD obteve ótima repercussão da crítica nacional especializada, tendo sido resenhado pelo conceituado Mauro Ferreira, no Blog Notas Musicais (“Lysia Condé se afina ao dar voz a Brasil Antigo”) e pelo músico Aquiles Reis, do grupo MPB-4, no GGN de Luís Nassif (“Namorando o Futuro, o CD de Lysia Condé”), e citado de forma elogiosa pelo crítico Tárik de Souza no Blog do Tárik, além da crítica local, com a resenha do escritor e poeta Lívio Oliveira, no Jornal Tribuna do Norte (“Lysia Condé em CD Primoroso de Estreia”).

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