Uma história é uma história! Mas a beleza desta cidade faz mais história ainda!

 

Durante um bom tempo o jornalista e compositor e tropicalista Carlos Antonio Aranha de Macedo, o filho de Dona Antonieta, fez de sua lista Essas Coisas – e coluna com o mesmo nome, publicada no Correio da Paraíba – um “círculo vicioso” de debates/opiniões a respeito de uma possível mudança de nome nossa capital  João Pessoa  para outro menos “pessoal” E, como muitos queriam – quanta besteira! -, mais sonoro. Mas em nenhum momento, embora às vezes provocado, tendo tantas coisas mais importantes para descobrir não participei.

Se não tivesse nesses meus ainda poucos anos de vida aprendido a respeitar as opiniões alheias, principalmente aquelas que vão de encontro as minhas e voltam quase sempre mais quebradas do que arroz de terceira (?), diria que um debate a respeito da influência dos raios solares na menstruação das borboletas ou o porquê da natureza vestir as zebras com roupa listrada de prisioneiro e os pinguins eternamente de fraque seriam muito mais interessantes.

A história de João Pessoa é mais simples do que julga a vã filosofia dos debatedores. A vítima, João Pessoa, presidente de um Estado, e o assassino, João Dantas, um advogado paraibano, sertanejo da cidade de Teixeira e amigo de José Pereira, o líder de Princesa, um cabra macho que sonhava com o Território Livre de Princesa, a sua terra natal, e de João Suassuna, pai do nosso Ariano, o líder de Catolé do Rocha.

Os dois Joãos, como está claro, antes adversários políticos depois de uma sacanagem que segundo a história João primeiro fez, autorizando a invasão de seu escritório e publicando no jornal A União, já então órgão oficial do governo, acusações gravíssimas a seus familiares e intimidades suas com Anayde Beiriz, (João Dantas, não confundir)  que a diretora Tisuka Yamasaki levou à tela em seu Parahyba (assim mesmo, com “hy”) Mulher Macho na personagem de uma putona interpretada pela então gostosa Tânia Alves, viraram inimigos figadais. Ufa! Parágrafo.

Um João Pessoa era candidato a vice-presidente que tinha Getúlio Vargas candidato na mesma chapa a presidente. Nessa época \ revolução dos insatisfeitos estava na rua. O outro João, o Dantas,   um valentão puto e muito puto com sacanagem do João candidato a vice,  estava em Olinda. E sem esperar, para sua – dele – alegria e vingança, soube que o seu figadal inimigo estava indo (ou vindo) ao Recife para, segundo Horácio de Almeida e Amarýlio de Albuquerque, encontrar-se com a sua amante, a soprano Cristina Maristany.

Estão acompanhando? Pois bem.  Aí deu no que deu: ele e o seu cunhado Moreira Caldas pegaram o homem na Confeitaria Glória, meteram bala e a nossa cidade que  nada tinha a  ver com a história pagou pelo crime: foi batizada com o nome da vitima. O resto é história.

Brincando de historiador quase me esquecia de opinar a respeito do nome da minha cidade. Sinceramente? Não gosto do nome João nem vejo nenhum heroísmo em sua Pessoa. É chato, feio e – olha aí a besteira! – pouco sonoro apresentar-me como “pessoense”. Mas também acho um saco discutir/debater a esse respeito. Tanta coisa por aí… Cabo Branco, Tambaú, Miramar… Ah, esses são outros mares. Mas os nomes são bonitos e indiscutivelmente melhores do que o feio João Pessoa.

Mas não seria apenas mudar os móveis da casa? Ponto final.

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