UMA PONTE DO BARALHO

UMA PONTE DO BARALHO

Não vou entrar na questão jurídica – “A Promotoria de Justiça de Bayeux ingressou com uma ação civil pública para obrigar o Estado da Paraíba e o Departamento de Estadas de Rodagem (DER-PB) a recuperarem toda a ponte do Rio Sanhauá” -, mas na histórica. Uma pena que essa “histórica” – vale a repetição – ponte sobre o rio Sanhauá, essa que liga a capital da Parahyba a cidade de Bayeux, conhecida como “Ponte do Baralho”, esteja até hoje entregue ao desprezo – também – e ao abandono.

Lembro-me que a avó dos meus filhos, dona Moça, nascida nessa “cidade francesa”, falava-me muito dessa ponte. Por ela, os olhos no passado, passava  dona Moça as suas gostosas lembranças de menina. A Ponte do Baralho, ela costumava dizer, foi construída no tempo “em que nenhum ser vivente e conhecido seu pensava em nascer”.

Ela, a doce avó e irmã de não menos doce Tutu, não sabia. Mas a sua – sempre achei que ela era a dona esse monumento, hoje tombado, mas abandonado – ponte era mesmo mais antiga do que ela  e eu  imaginávamos ! O   seu início se deu ainda na década de 1830.! E, segundo revista do IHGP, reconstruída inúmeras vezes nas décadas posteriores.

Segundo ainda o Instituto Histórico e Geográfico da Parahyba, a ponte foi reconstruída em 1831, “sob concorrência pública”, e considerada um dos mais arrojados projetos do então governador Beaurepaire Rohan!  A sua restauração sobre estacas foi do engenheiro português Francisco Soares da Silva Retumba.

Taí toda a história dessa ponte. E, como vocês podem ver, ela  tem mesmo história. Falta apenas respeito por elas, isto é, pela ponte e a sua história.

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