VANDRÉ protesta: nunca fiz música de protesto.

To numa de retrô da gota serena. Ando – parado também – ouvindo as velhas canções de Geraldo Vandré com uma fome de anteontem. Uma confissão? Sou fã da sua “Pequeno concerto que virou canção”. Não se lembram? Só um pouquinho: “Eu vou voltar pra mim/Seguir sozinho assim/Até me consumir/Ou consumir/Toda essa dor/Até sentir de novo /O coração /Capaz de amor”.

Mas como – e muito bem – estava dizendo aí no comecinho destas mal-traçadas, ando numa de retrô da gota serena. E Vandré, por favor, não me venham dizer que não é dessa época. É. Pois é.

Vandré nega com todas as letras e músicas que nunca fez canções de protesto. Nunca! O que ele fez durante toda a sua produtiva vida, diz Vandré, foram “canções brasileiras”. Agora, se elas, as suas canções, “contradiziam uma determinada afirmação da realidade”, aí já outra coisa.

É. Acho que não sei mesmo o que é musica de protesto. Tudo que eu pensava, desconfiava, assim fica melhor, ser música de protesto, segundo Vandré, não passava de “canções brasileiras”.

Vou continuar caminhando cantando e aprendendo novas lições. Não tem jeito.

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