Viva a Repúbica Independente de Jaguaribe!

Viva a Repúbica Independente de Jaguaribe!

 A Escola Técnica, velha Industrial, meu sonho de “consumo estudantil”; o Campo da Vila, antigo ABC, onde ensaiei os primeiros chutes a gol. Fiz muitos. Se não fiz 1000, como hoje é moda, os poucos que fiz valeram por milhões…

Como esquecer as antológicas peladas entre as equipes do Cu de Calango – o dicionário insiste que eu troque o cu por ânus – não troco! – e Senado, começo de tarde, no campo do ABC? Das peladas apostadas entre Gilberto Capado e Marcos Mãozinha? Os nossos Fla e Flu! Clássicos!

Nasci quase ali. Na Vila dos Motoristas. Um “Motoristas” que engoliu o nome próprio daquela praça e que ninguém nunca reclamou. Pois é, sem modéstia à parte, meu senhor também é da Vila!

No sábado do Judas passei na casa que era minha. Desculpem, pela casa que sempre foi a minha. Ora, como esquecer? Rua 12 de Outubro, 950. Foi ali, em casa, à moda antiga, Macunaíma nada preguiçoso, consumidor de arte e bom caráter – desculpem a falta de modéstia – que a barriga de Dona Chiquinha me deu à luz.

Ali, entre uma frente somente jardim e um quintal pomar apenas, engatinhando, passo a passo aprendi os primeiros passos com o Compadre Heráclito.

Compartilhar...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

3 comentários

  1. plinio ramalho sobrinho

    A venda de seu Antônio Camilo era cheia de bebum, a turma lá da pedra ou do senado não dispensava umas e outras bastava aparecer um pagão, que depois a festa continuava, bom lembrar alguns personagens, mane Galdino, pilunga,Zé pequeno, galego da vila, Moacir perneta,bil galinha, DESTES PERSONAGENS faço questão e enaltecer o nego banzo, fazia questão de ser chamado de doutor em motores,
    o que mais me intrigou e encantou foi a capacidade que ele tinha ou teve de elaborar uma parodia que ficou mesmo uma preciosidade BELEZAS DA VIDA que foi cantada pelo grupo musical “originais do samba ” era mais ou menos assim.
    ” Quantas garrafas de cana se toma na vila, dias de sexta e de sábado, domingo também, uma garrafa de cana faz parte da vida ,duas garrafas de cana, até faz o bem,uma garrafa de cana ainda não me consola, quando estou na escama saio na padiola, ai se me faltar a cana não sei que será, sem a garrafa de cana não posso ficar, não posso beber eu juro que não posso beber, não bebo alcatrão, já fui convidado pra tomar cachaça, o sambas e a tampa e eu sou a garrafa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*


quatro + = 10

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>