você sofre de nomofobia ?!

você sofre de nomofobia ?!

A notícia não me pegou de surpresa. Nada daquele “inesperado” da bela canção de Jonnhy alf.  Eu sabia. Nem precisava ler por ai. Sentia no corpo e na alma. E às vezes que a falta me assolava, poucas, podem acreditar, em pouco minutos ela, essa falta, saia a galope. Uma certeza, se eu tinha, agora, depois dessa descoberta que não foi nenhuma surpresa, tornou-se mais certeza ainda: não sou um dependente.

nomofobiaPara essa falta que ainda não ousei dizer o seu nome, pois relutei um pouco para aceitar a existência de um nome para ela (cacófato?), “o medo irracional de estar sem celular ou aparelhos eletrônicos no geral”, acabei “arriando o jereré”, como diria o meu bom professor e irmão Lauro dos Santos, e  aceitar o fato. Sim, existe para isso um nome novinho em significado: Nomofobia.

Em princípio, confesso que achei feio. Pausa. Feiíssimo. Nomofobia é um nome tão feio que fui obrigado, curioso que sempre fui, a procurar o seu significado para saciar esse meu desconforto em não aceitá-lo,  e não gostar da nova palavra: “Nomofobia é um termo muito recente e tem origem nos diminutivos ingleses No-Mo, ou No-Mobile, que significam sem telemóvel”.

Deixa eu ver… Acho que vou entrar em dois meses fora desse espaço que por muito tempo um só dia fora dele eu fiquei. O Facebook se tornou uma febre que os termômetros da curiosidade não suportavam mais. Todo dia e, para muitos, que não foi o meu caso, disso tenho certeza, era o dia todo. A minha falta dele, do celular, em especial, sempre foi nenhuma ou quase. Não raras vezes me lembro que dele esqueci.

Pois é. São muitas às vezes que saio de casa e, na rua, fico feliz em saber que esqueci essa “coleira tecnológica” dentro de casa. O celular ficou em casa? liberdade ainda que tardia!  O celular, guardadas as proporções e os motivos do seu uso, é uma espécie de tornozeleira eletrônica que se usa espontaneamente.

Tem mais:  para a minha alegria maior, mesmo sem que a necessidade em saber da pesquisa para essa ser maior ainda, um novo estudo do The Happiness Research Institute conclui que, em apenas uma semana, as pessoas que deixam de utilizar o Facebook se sentem mais felizes e menos preocupadas.

E aí, sentiram? Pois façam um esforçozinho. Pela felicidade, pelos menos por aqui nesta terra onde a mentira e falsidade,  a desonestidade e a traição caminham de mãos dadas, tudo vale a pena. E não se preocupem em ter a alma grande ou pequena. O tamanho da alma é só poesia. Uma rima, Coisa pequena. Em síntese: estou fora e mais feliz!

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