Um ano para se colocar no vaso sanitário e dar descarga…

Um ano para se colocar no vaso sanitário e dar descarga…

@ – Estão lembrados da infeliz charge do Paulo Caruso sobre o incêndio da boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do  Sul? Se não estão, farei questão de lembrar agora. A charge foi essa aí: 

images (53)  @ - Assim estou começando para dizer que não suporto brincadeiras nem contra nem a favor –  seria impossível, não existe “humor a favor” – desse abominável vírus que vem dizimando a humanidade. Esse mesmo que vem obrigando os meus amigos – estão ficando raros – a se mudarem à força e com a força dele para outra cidade. 

@ – Mas neste parágrafo não citarei os seus nomes. Não é preciso. Além do mais, acredito que eles não gostariam de ser despertados  nestas mal-traçadas. Sabem que o silêncio deles em mim – em nós – a eles dizem muito mais.images (54)

 

@ – O ano está pior do que o esperado por mim e por muitos. Ando meio assim comigo. Desde o comecinho desse triste ano, candidato rápido ao nosso esquecimento, sentia não viriam coisas boas por aqui.  E não vieram. Nem é pessimismo. Embora faça um bom tempo que tirei os óculos cor de rosa que ainda faz muita gente acreditar que urubu não tem as penas pretas.

@ –  Não contei aqui nem para vocês irei contar agora. Mas no balanço de perdas e ganhos nesta vida a certeza que em mim continua é uma só: se não ganhei todas as batalhas que enfrentei, também não fui (ainda) derrotado. Nem serei. Mesmo sabendo que alguns poucos fracassados torcem para isso. Ou seja: este MB não consiga nem um empate. 

@ – Aprendi a transformar cada queda que no caminho deste ano que sofri em um passo de dança novo. O ritmo? Não importa. Assim como também não importa a quem tem um coração se estar cantando desafinado ou não.

FB_IMG_1608721345103 Se canta é porque sabe que –  apesar de tudo –  no entanto é preciso cantar. Mais que nunca.

@ – Negar que o ano de 2020 (o 2019 também não foi nada bom.) está sendo um daqueles que precisamos tirar do calendário antes mesmo de ele acabar? Se dependesse deste MB, todo o respeito a quem conseguiu tirar algo de bom  desse cheio de dias ruins como esse bicho feio e cheio de pontas, parecendo uma bola de tênis de campo,  cabelos arrepiados, um terror, lhe puxaria a descarga.

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@ –  Se dependesse de mim, faria um intervalo em minha história de vida de pelo menos quatro anos. Deixem-me pensar… isso mesmo: por uns quatro anos deixaria de aniversariar, e o mês de outubro não seria nem uma lembrança  na parede da minha memória.

@ – Meu Deus! Sim, acredito e continuo com a minha declarada fé. Meu Deus!, como estava dizendo, nesses dois anos que não me fizeram falta, carreguei uma cruz que ainda hoje ao passar as mãos nestes ombros sinto as feridas que ela – a cruz –  neles deixou.  

 @ Agora tudo fazendo para não perder os jogos do meu Flamengo, foi a vez e a hora dessa praga que dizem vir da China. E não me importa saber de onde ela veio, porque sempre me importei mesmo  foi com  a sua chegada por aqui, e essa terrível sensação que me atormenta por desconfiar que ainda por muito tempo por aqui ela – essa praga – ficará

 @ – No entanto, mesmo sabendo que essa praga é muito mais feia do que pintam por aí, não tem sido ela a única culpada para este Malabarista de palavras achar que esses dois anos foram os piores anos desta vida que um dia ele achou tão boa a ponto de desacreditar ser realmente sua.

@ – Ufa! Tenho andado com o saco cheio e meio desse vazio!  Insuportável também é saber que o meu silêncio e o saco cheio incomodam muitos que não têm saco e nunca aprenderam a dividir o seu silêncio com os próximos e os mais distantes. merda um

@ – Um fato é verdadeiro: mesmo respeitando aqueles que nele não irão acreditar, embora não sendo réu, confesso que estou gostando cada vez mais de mim. Nada de egoísmo. É que ninguém vale muita coisa nesta vida se não aprender primeiro a gostar de si. 

@ –  Mas, se esses dois últimos anos na vida deste MB dependessem dele, não pensaria duas vezes:  depois de colocar o mundo dentro do vaso sanitário, puxaria a descarga.  E, se ele não descesse, passaria o resto da vida nessa cordinha puxando. Seria um prazer da gota serena.

@ Se vou desejar um feliz natal e próspero ano novo para todos? Não sou hipócrita, “todos” não merecem um desejo assim. Não desejarei!  Mateus, primeiro os meus!

@ – merda doisO resto? Que se virem ou permaneçam virados.  O resto nem  para embrulhar ratos mortos servirão.  Fica o meu conselho para esses:  tirem primeiro a trave dos olhos, para poderem ver com  clareza o cisco do olho do irmão.  Agora se vão tirar esse cisco ou não,  o problema é deles.

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