Fazer o quê se eu sou essa ”merda” de lembranças e saudades guardadas no bolso do peito? Hoje estou assim. E não adianta me perguntarem  o porquê que eu não direi. Apenas saudade e muita dor eu sinto. Uma dor que vocês que nunca sentiram uma dor dessas humberto-e-flor-dois-480x330são capazes de imaginar. Uma dor doída? Mais que isso: insuportável.

Uma dor que não se pode descrever com palavras. São inúteis. Por isso algumas pessoas se sentem incomodadas com o meu silêncio. Mas fazer o quê se somente ele é capaz de dizer tudo? Caber tudo?

Sei que voltar assim é um peso que outros ombros não suportariam. Nem o poeta que disse um dia  carregar nos ombros o mundo.

Não quero nem aceito que me falem. A dor é minha e não a dividirei com ninguém. Deixem –me, portanto,  com a minha dor. Deixem-me com o meu andor. Eu posso e sei como carregá-lo. Insuportável, eu sei.  Mas um dia o descerei desses ombros magros e descansarei sobre o meu coração.

 Não adianta. Não falarei dessa dor. Não citarei o porquê dessa dor ainda a doer tanto em mim. Dentro de mim.  Se vai passar? Tudo passa. Assim espero que ela passe também.

Silencio. Silêncio. No meu silêncio cabe tudo. Em todo silêncio.  Pois somente ele é capaz de conter essa dor que ainda sinto.

Descanse em paz. Descanso em paz? Ainda não.

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