VÔTE! NÃO É QUE CONSEGUI VOTAR!

VÔTE! NÃO É QUE CONSEGUI VOTAR!

Que sufoco! Mas, apesar do sufoco aqui declarado, finalmente consegui meter o meu voto no fundo da urna! Meti lá no fundo! Nada de nulo! Não me anulei nem anulei um só dos meus candidatos! Acho até que posso ter errado. Mas e daí? É errando que a gente acaba um dia acertando.

 Se errei  assim como errei outro dia, noutra eleição, posso errar ainda. Mas entregar os pontos no primeiro turno? Ora, nem pensar! Vocês imaginam este escriba pensante deixar que outros pensem e escolham por ele?

 Ah, o pior, o mais pior, como diria aquele matuto forçado, o Luiz Vieira, é que se eu deixar que os outros escolham por mim nada poderia dizer sobre os escolhidos. Afinal, não participando da festa, como poderia dizer que o conjunto estava desafinado?

 Entre os muitos oferecidos escolhi aqueles que não se oferecem nem se vendem por qualquer dois mil réis. Votei E  voltei para casa com a cabeça leve como leve é a cabeça do belo Abel. Não gosto dessa história de “cumpri com o meu dever de cidadão”. O “deve cívico” e outras besteiras. Fui, votei e voltei apenas porque assim não poderia ser diferente.

 Tinha na ponta dos dedos e na memória infalível a história de cada candidato por mim escolhido. Pesei os pros e contra. Todos eles tem os seuS contra. Os pros também. Sem esse S.  Tudo bem que tem uns ex-crotos que não valem o voto da própria mulher e querida do seu – dele – motorista. Mas fazer o quê ? Chamar a polícia do Fernando Teixeira ? Ou chamar  o ladrão do Julinho da Adelaide ?

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