ABRIRAM AS PORTEIRAS! OS LAMBE-CUS ESTÁO À SOLTA!

ABRIRAM AS PORTEIRAS! OS LAMBE-CUS ESTÁO À SOLTA!

Vez por outra,  aqui fora de uma mesa de bar, essa que preciso visitar um pouco mais, assisto ao desfile de alguns babões que costumo chamar de lambe-cus. Mas vou logo avisando: nada de ofensa. O  “Aurélio” registra.

Aqui, fora da mesa de bar, penso como deve ser triste as vidas – plural? Tudo bem – deles. O sujeito tem que viver sorrindo, sempre pronto para agradar o chefe. O lambe-cu não pode, sob hipótese alguma, deixar de sorrir quando o seu – dele – chefe ou parente dele conta uma piada. Mesmo que essa seja tão sem graça quanto algumas contadas por Zé Paraíba! Ora, se ele, o lambe-cu não sorri, quem fica sem graça é o parente ou  chefe que contou a piada. Em síntese: ele não vai gostar.

O lambe-cu, como costuma dizer o sujeito  aqui meu lado, não é uma desgraça, mas uma doença.  Todo ele, sem esse S, é falso como um relógio suíço fabricado no Paraguai. Na sua frente ele diz que você é a pessoa melhor do mundo, mas por trás, bem atrás,  lhe mete o pau. Isso porque quem usa esse na mulher dele é o seu – dele – chefe.

Agora basta você dar um pulinho no banheiro para vomitar, pois é difícil suportar viver ao lado de um lambe-cu, que para agradar ao chefe dele, parafraseando o Winston Churchill sem saber quem ele foi, diz que se se você invadir o inferno apoiará o diabo. Isso, calor,  se o diabo estiver no lado do chefe dele. Basta  que o seu chefe ou parente dele – do chefe – tenha por esse diabo afeição ou deva a esse- nada muito difícil – um favor.

Tive a infelicidade de trabalhar com alguns. Pausa.  Mas não vou ao passado para lembrar os nomes dos lambe-cus, pois sou um homem do presente e vivo o aqui e agora. Não  vou esperar a hora para fazer alguma coisa acontecer. Sendo assim, sendo presente, confesso: trabalho com alguns.

Pois, pois.  O lambe-cu é uma praga pior que a Covid. Essa estamos superando.  E bom que todos saibam. O lambe-cu é um  sujeito anda com a língua de fora, babando feito cachorro louco, sem tirar os olhos dos sapatos (do  monossílabo também) do seu – dele – chefe.

E na hora em que o chefe dele se aproxima? Aí é que a vergonha é maior (para ele não, é um sem-vergonha).  Lembra aquele cachorrinho de madame que vai se arrastando, todo bonitinho, a barriguinha na cerâmica fria, até receber da madame um carinhosinho, um denguinho, um “vem meu amor eu gosto muito de você!”? É a cara dele do rabo ao focinho.

Pois, pois. Sofro desse mal que muitos colegas também se orgulham de sofrer: não salivo como cachorro doente diante de ninguém. Nem mesmo esse ninguém sendo chefe meu ou de outros próximos a mim.

Eu não sou cachorro não. Nem lambe-cu. 

Ser babão é vocação. Uma triste vocação. E se o sujeito essa vocação não tem, como é o meu caso, não adianta insistir: vai trocar de roupa e se mudar para outra cidade sendo considerado por muitos um “chato com ou sem galocha”. O babão é divertido e necessário para alguns. um chato? Não. Fim de papo. E de exercício para os dedos malabaristas. 

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