DE OLHO NA FRESTA DA VIDA!

DE OLHO NA FRESTA DA VIDA!

Vocês não sabem aquela “história musical” cantada e contada pelo Cyro Monteiro onde ele confessa que “boate e cinema” deixou? Vou além: teatro eu deixei também! Pois é. Só não deixei ainda de “sair a passeio”. Pois, quanto a isso, estou num pé e outro para dar uma passeada por aí.

Mas assim como as boates que por aqui não existem e se existissem eu não iria, também deixei de assistir a shows e espetáculos que pouco ou quase nada me dizem. Se hoje não oPTo mais por esse partido e dividido entre corruptos e ladrões, infelizmente, optei em voltar aos meus livros e discos e filmes. Uma fase? pode ser. Mas que estou gostando, confesso que estou.

A verdade é que eu precisava estar mais tempo comigo, conversar mais comigo, me contar novas histórias cheias de belas manhãs! Estava precisando parar e melhor olhar um arco-íris, encantar-me com um pôr-do-sol espalhando um vermelho incomparável na tela azul de um fim de tarde!  Pois é. Aproveitei bem a santa semana que passou.

Descobri. Os livros na minha estante parecem pedir “pelo amor de Deus” uma visita desses meus olhos curiosos. E os velhos discos? Os vinis que me tocam só em vê-los belas capas abertas para a minha ilha cercada deles e de filmes e de livros por todos os lados? Ah, quanta preciosidade!

O primeiro João Gilberto; Elizeth Cardoso novinha de dar gosto; Elis Regina  dando Viva Brotolândia, em 1961, tentando derrubar a “rainha” da época Celly Campelo! Jazz, Blues… Beatles, Bob Dylan… Tribo Terra… Ah chega de saudade!

Neste fim de semana de muita paixão e sem o peso de uma cruz nos ombros, pois não nasci para Cristo, passei assim: mostrando-me coisas que fazia um bom tempo que não tinha tempo para ver/ler/assistir. Ora, porque sair procurando por aí o que carrego comigo e está ao alcance dos olhos e do coração?

Sou assim. E não é raro isso acontecer comigo. Dou um tempo para a vida e ela sabedora que sempre foi de que somente se deve dar a quem para ela se deu, vem cheia de esperanças me falando de novas manhãs e frutos maduros no quintal!

Pois é. Se deixei boate e cinema  fora dessa minha ilha de que falo tanto, sinto falta de um passeio comigo e bem acompanhado! Não sei se isso acontece com um de meus dois leitores. Mas as vezes sinto uma saudade  de mim tão grande que por mais que insista em lembrar que de mim nunca me afastei não consigo segurar!

Explode coração ?! Não! Não. Nada a ver ou ouvir e menos ainda escrever! O meu coração nada tem de campo minado! E assim como um dia descobriu o poeta, eu sou todo coração!

 

 

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