em breve voltando para terminar o papo com o poeta!

em breve voltando para terminar o papo com o poeta!

Vocês num sabem aquela coisa de turista chegando à cidade desconhecida e procurando o quê ver e fazer? Pois é. Mas não foi assim comigo.  Melhor: conosco.

O passeio já estava programado, e nem de mapa precisava. Nada de anotação. Tudo na cabeça que abria caminhos solitários. Academia Brasileira de Letras, Museus, Biblioteca nacional e, last but not least, Beco das Garrafas.

Mas eis que de repente ou mais que de repente, me deu uma vontade da gota serena de visitar o poeta em mármore, no Posto 6, em Copacabana. Fui.

 Isso porque era o que via mais na tela colorida da minha televisão.  Na reportagem, tinha gente saindo pelo – nada de “ladrão” – por todos os lados e desaguando na praia de Copacabana.

 Assim, sem aquela vontade de ir somente para poder voltar, fui ver Drummond em bronze (obra do mineiro – tinha de ser – Leo Santana).

Em lá chegando (gostei), vendo aquele velhinho simpático, cara de quem não estava nem aí para o mar nem à vida, a cabeça fabricando novos e belos poemas, lembrei de imediato do meu poeta-passarinho:  “Um engano em bronze é um engano eterno”.

Isso mesmo que um dos meus leitores deve ter percebido. Isso mesmo:  Meninos, eu vi!

 Numa plaquinha bonitinha (era assim que o poeta costumava falar, no diminutivo, assim como o nosso poetinha Vinicius de Moraes), já castigada pelo tempo, em bronze, na praça central, essa tirada espetacular do meu poeta cheio de bom humor: “Um engano em bronze é um engando eterno.”

Mas não entrarei em detalhes a respeito da frase em bronze. Drummond. É sobre ele que estava há pouco falando, e vou continuar de forma simples e direta como um soco do infalível Bruce Lee em seus melhores dias. 

Olhei para Drummond, e, mesmo sentado, medindo o poeta da cabeça aos pés, fui comprovar e escrito: “No mar estava escrita uma cidade”.

E curioso ainda como não sei quê, olhando-o agora de cabo a rabo, lembrei que dele já foram roubados – assim como os do nosso Livardo Alves – 08 pares dessas muletas dos olhos, cada um custando a bagatela de R$ 3.000! Bem, foi o que me disseram. Mas estavam certos. Embora sabendo que de perto ninguém é normal, notei que a homenagem drummondiana não me pareceu assim tão velha.

  Mas, o Drummond do Posto seis, vendo assim de pertinho, nem parece que tem toda essa idade.  O bronze não envelhece nunca? Não é por aí. Ainda não.  E olhem que o poeta está ali sentado há quase 20 anos!

Em síntese: fui, vi e o meu Deus assim há de querer, em breve estarei voltando para continuar o papo com o poeta. 

 

drummond e eu no rio PICASA

 

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