O “dom” de Evaristo: ser/estar a favor  dos torturados e contra a tortura

O “dom” de Evaristo: ser/estar a favor dos torturados e contra a tortura

Soube a noticia logo cedo. Dom Paulo Evaristo Arns trocou de roupa e se mudou para outra cidade.  Um cidadão que sempre mereceu o nosso respeito. Ótimo religioso. Cidadão e religioso se confundiam. Um só. Eu gostava dele. Era uma espécie assim mais distante do “nosso” arcebispo Dom José Maria Pires. Por aí. Achava-o um tanto parecido. A lembrança maior? O ano era de 1975. Morte de Vladimir Herzog. Era preciso mesmo a proteção divina pra celebrar uma missa naqueles tristes anos pela alma do “suicidado”.  A missa foi celebrada. Dom Paulo Evaristo Arns foi o celebrante. Missa de sétimo dia. E o silêncio na saída da igreja? Ainda hoje Audálio Dantas, o bom Audálio, costuma lembrar:

- “Saiam em silêncio. Não deem motivo para que eles gritem e cumpram a promessa de transformar esta praça – a da Se – em um rio de sangue”.

Pediu o bom Evaristo. O silêncio então se fez.

 Um santo? Não.  Um apóstolo da luta em defesa dos torturados.

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