O GALO DE VANDRÉ CAPTURADO PELO OLHAR DE ANTONIO DAVID!

O GALO DE VANDRÉ CAPTURADO PELO OLHAR DE ANTONIO DAVID!

Nunca mais vi o “nosso” Geraldo Vandré. Em tempos outros ele descia desse prédio velho batizado de “Nações Unidas”, situado no Ponto de Cem Réis, centro da cidade, para vomitar os seus protestos no Túnel – nada de viaduto – Damásio Franca:

- “Tenho nojo desse país! Nojo! Sinto-me um exilado no país em que nasci”!

Era por aí.

Mas ninguém se arvorava em saber o porquê daquele vomitar “vandreniano”. Eu, fazendo a minha parte (risos), mesmo estando perto,, encompridava o olhar e lamentava o fato desse “mito” ainda continuar caminhando e sem cantar, perdido dentro do próprio país.

Um dia, esse mais distante ainda, Vandré descobrira embevecido que no alto da torre da nossa igreja mais famosa, São Francisco, havia um galo anunciando o nascer de novas manhãs! Uma descoberta – para ele – tão ou mais que importante que a da penicilina. A da pólvora? Tudo bem. Mais importante que muitas descobertas consideradas por muitos as mais importantes da história da humanidade!

No entanto, para ele, Vandré, nenhuma importância teria essas outas diante desse galo que acabara de descobrir, e que mesmo naquela altura estava mais perto dos homens do que o homem Vandré seria capaz de imaginar. Um galo na expectativa de sua identificação musical: o canto. Um galo posando de dono da torre!

O quintal desse galo, descobriria, ficava lá no alto! Surpresa maior não poderia existir! Um galo dos pés à crista! E, para  surpresa maior dele, isto é, de Vandré, descobriria o nosso mais “discutido” compositor/cantor que estava ali um galo completo em tudo: tinha até esporão!

 Para quem não sabe, os poucos, acredito, o esporão é a sua – dele, do galo – única arma! A mais perigosa!   São dois, pois, com apenas seria “meio-galo”. Eles ficam bem ali, em ambas as pernas, logo acima dos pés. Uma “esporoada” desferida com a força própria dos galináceos é capaz de perfurar o corpo de qualquer um que se arvore a “cantar de galo” no seu – do galo – quintal.

 Pois é. Vandré ficou admirado. Admiradíssimo. Ali estava um “galo completo” no alto da torre da Igreja São Francisco! Nunca tinha visto essa obra antes! Disse mais: nunca imaginaria que no alto da torre da catedral de sua cidade morasse um galo em bronze da crista ao esporão!

Agora, anos depois, o olhar encompridado do artista Antonio David “pescou” esse galo em toda a sua plenitude, lembrando-me que esse Galo, desde aquele dia, não mais fazia mais parte da história de nossa igreja São Francisco. Por quê? Ora, porque descobrindo essa “novidade histórica”, para este Malabarista de Palavra, passou a fazer parte apenas da história de Geraldo Vandré!

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