POR ONDE ANDAVAM OS AMARELINHOS ?! AMARELARAM ?!

POR ONDE ANDAVAM OS AMARELINHOS ?! AMARELARAM ?!

Um dia desses não muito distante, fui multado por um Amarelinho. A coisa foi rápida. O filho hospitalizado, sem a mínima preocupação com outra coisa que não fosse – continua sendo ainda – a saúde dele, olhei para um lado e outro, mas não vi nenhuma placa ou aviso  dizendo ser proibido ali estacionar.

  Não direi que foi apenas um “minutinho”. Foi mais que isso. Minutinhos. Entre dez ou quinze. Por aí. Tinha mais: não causou nenhum transtorno o veículo ali estacionado por esse breve tempo. Ninguém deixou  entrar ou sair. De passar ou ali ficar parado.

Para a minha infelicidade, mesmo tudo fazendo para de pronto resolver o que tinha me levado ao hospital, deixar alimentação e medicamentos para o filho, ainda vi a “cara” de satisfação do Amarelinho no  exato momento em que guardava a sua arma, o caderninho de multas. Estranhei. Como se não havia uma só placa ou aviso visível dizendo ser proibido ali estacionar?

Ele então, a contragosto, sem nunca saber que esse “a contragosto” aí é uma locução adverbial, disse que as rodas traseiras do carro estavam impedindo o livre tráfego dos passantes. Como ?! Esse foi este MB. O carro estava fora do local próprio para estacionamento ?! Está. Nada mais disse. Isto sem deixar no ar e nos olhos aquele expressão famosa do “tá vendo não?! parece que é cego…”. Recorra. Disse com aquele ar famoso  de que seria inútil qualquer recurso em defesa do “grande crime” cometido.

 Não recorri. Sabia ser inútil. Os “amarelinhos” são infalíveis. Se eles disserem que o condutor do veículo errou, pode tirar o seu cavalinho e o carrinho da chuva. Não adianta! Mesmo que eles tenham errado. Triste constatar o fato.  Acreditem em mim. Sendo assim, pacifica e ordeiramente, paguei a multa pelos dois pneus que insistiram em ficar, por apenas dez minutos, fora do lugar onde estar deveriam.

Pois bem. Ontem, dia da posse dos representantes do povo parahybano, com muitos ali representando os próprios interesses, legislando em causas próprias, flagrei essa “fila dupla” aí de belos e imponentes carros de luxo. Onde mesmo? Ao lado da Praça e bem em frente ao Palácio agora ocupado pelo meu bom colega de Escola Técnica, João Azevedo.  Amarelinhos para multar esses folgados?! Nenhum à vista. Ah, nem a prazo. Conclusão: tudo continua como dantes nessa Casa de muitos ignorantes.  A Lei é igual para todos? Ora, depende de quem as aplica, e mais ainda contra quem essa Lei é aplicada.

Se dói? Nem é preciso sorrir. 

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