Um rato apareceu pra me fazer companhia no silêncio do meu quarto

Um rato apareceu pra me fazer companhia no silêncio do meu quarto

 

Por Anco Márcio – em 18/10/2006 às 00h00

Moro absolutamente só. Dia sim, dia não vem umas velha senhora fazer a limpeza da casa, a comida, lavar roupas essas coisas.Moro sozinho por opção.Mesmo quando eu morava na casa de meus país, saí um dia e fui morar só.Por nada.Apenas por que gosto de solidão.Pra mim, mais de duas pessoas já é multidão.

Recebo poucas visitas e não faço absolutamente questão de recebê-las. Mas recebo todo mundo bem.Minto.Faço questão de receber a visita de meu único neto de um ano e meio.Para as ditas necessidades sexuais, tenho amigas também solitárias que aparecem aqui e nós nos preenchemos.

Minha casa é limpa, mas agora deu pra aparecer um rato no meu quarto. Se existem mais eu não vi.Vi apenas esse que comparece ao meu quarto com a precisão de um relógio suíço, se é que os relógios suíços são tão precisos assim.Ele vai ao meu quarto e fica me olhando curioso com seus olhinhos de rato.

No meu quarto tem livros, mas até agora, que eu tenha visto ele não roeu nada. É um animal pra mim inofensivo apesar de dizerem que transmite a peste bubônica e outra doença de nome complicado,Incrível como um animal tão bonitinho e pequeno possa causar a morte de uma pessoa.

Pois bem, Roy (foi o nome que pus nele) chega junto de minha cama e fica me olhando com seus olhos pretos e maio saltados do focinho. Mexo a mão, mas isso não o assusta. Só se assusta mesmo quando eu mexo os pés .Deve pensar que vou esmagá-lo,. Eu, que pra ele sou um gigante.

Ele é bobo, cairia facilmente numa ratoeira, mas não está me fazendo mal nenhum sei onde ele mora, num buraco no portal da porta e qualquer coisa eu o destruo. Mas Roy parece querer apenas amizade.Ele deve ser também uma (eu já ia escrevendo pessoa) criatura muito só que pensa ter achado um amigo.

Façamos o seguinte, amigo Roy: fique por aqui e não roa nada. As migalhas de comida que caem no chão são suficientes para alimentá-lo.Não me transmita essas suas doenças de nomes complicados nem tome intimidades , tipo subir na cama.Só não lhe garanto que o gato vá ser tão bonzinho assim..

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