COMPRAR O LIVRO OU APENAS “VER” QUE DE PERTO VANDRÉ TAMBÉM NÃO É NORMAL?

COMPRAR O LIVRO OU APENAS “VER” QUE DE PERTO VANDRÉ TAMBÉM NÃO É NORMAL?

Amanhã, sexta-feira branca, especialmente para este Malabarista de palavras, Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, o Vandré, estará lançando o livro, autoria do próprio, intitulado “Poética”. O referido, como alguns sabem e muitos não, com o nome de “Cantos intermediários de Benvirá”, teve o lançamento primeiro no Chicle, em 1973.

Não sei se irei, assim como muitos, “ver” Geraldo Vandré. Ou “ver” o que restou do filho do Dr. Vandregísilo. Ou, ainda, “ver” o que restou do Vandré, esse mesmo que costumava dizer – não sei hoje –”O problema é que você quer falar com Geraldo Vandré. E Geraldo Vandré não existe mais, foi um pseudônimo que usei até 1968.”.

Estranharam o “Ver” aí do parágrafo segundo? Não estranhem. A certeza é minha, ninguém tasca, eu disse primeiro: noventa por cento dos que estarão presentes em mais uma noite desse personagem em busca de um autor que lhe mostre que o Vandré não existe mais, foram apenas para “Ver” o que restou do “mito”.  “Ver” de perto.  E, assim como um dia Caetano Veloso saiu cantando por ai sem dizer que a frase não era dele, constatar que Vandré de perto também não é normal.

Um dia já bem distante Chico Buarque, no Recife, num ataque – sem histerismo – de modéstia, disse que “não era poeta”, mas apenas um bom letrista. Não entrarei no mérito. Não tecerei comentários sobre o Chico Buarque poeta e letrista. Pois é Vandré nesse momento que me aparece como poeta.

Confesso que não conheço os poemas – uns dois, apenas, que em priscas eras li – de Vandré. Poucos conhecem. Outra certeza. Mas confesso conhecer muito bem o excelente letrista que Vandré foi. Pausa. Não direi que é. Pois bem.  Não tenho dúvida e vocês também não devem ter: noventa pro cento não irão ao lançamento de um livro de Vandré, mas ver “Ver” Vandré. Ou o que restou dele.

Muitos ali estarão, nenhuma dúvida tenham também, apenas para ver Vandré. Não comprar o livro de poemas de Vandré. Sei não. Espero estar errado. Mas não vai demorar muito para que cobrem ingresso para quem quiser ver o que restou do compositor da bela “Pequeno concerto que virou canção”.

Não há porque mentir ou esconder: fossemos nós ao esse lançamento, a Rosa e eu, iríamos fazer as duas coisas: compra o livro de Vandré, e ver o que dele sobrou depois de muitos Vandré pela vida. A Rosa em especial. Uma vez que acredito não ter ela estado com ele um dia. Eu estive. Não uma. Mas outros

Tudo bem. Nada contra. Vandré merece ainda ser visto por muitos. E, se não for pedir muito, por muitos também lido.

Em tempo: pouco a pouco Vandré vem tentando dizer para que veio. Aguardem o DVD do show na terrinha.  No entanto, sem tecer mais comentários, que Vandré seja bem-vindo.

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