Martinho da Vila: “antes de Noel, o samba era coisa de negros”!

Martinho da Vila: “antes de Noel, o samba era coisa de negros”!

Calça branca de linho, camiseta da cor do céu carioca numa terça-feira azul e quente, sandália de couro e escapulário no pescoço. De mansinho, Martinho da Vila adentra a quadra da escola de samba que desde 1966 se instalou em seu coração. Com reverência de devoto, varre com o olhar o amplo espaço de pé-direito altíssimo. “É um templo”, define, antes de traçar um arco de tempo que o leva a recuar quase meio século, quando chegou à Vila Isabel atraído pela alma sonora do bairro que nos anos 1930 um poeta franzino e genial colocou no mapa do samba. “Quando vim morar na Vila, percebi que aqui Noel Rosa era deus. Respirava-se Noel em todo lugar. Decidi mergulhar na vida dele e descobri sua importância para a música, para o Rio de Janeiro, para o Brasil. Virei um fanático.”

Antes de Noel, o samba era coisa de negros e favelados. Mesmo o Grupo de Tangarás, a que pertencia, não gostava de samba. E ele, desprovido de preconceitos, subiu o morro, bebeu na fonte, fez parcerias e trouxe o samba para baixo. O gênero evoluiu e hoje está em todas as classes sociais”,

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